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Secagem de Castanha de Cajú em SP  
 
 

O cajueiro (Anarcadium occidentale) foi levado pelos portugueses primeiramente para a Índia e em seguida para a Ásia e África, devido ao interesse das expedições pela sua madeira. A madeira era utilizada principalmente para a construção de fortificações.

O fruto em si ficou conhecido somente  nos anos 1920, por ser rico em fibras, sais minerais, proteínas e vitamina C. Recentes estudos confirmam inclusive que o seu consumo, diminui o nível de colesterol no sangue.

No Brasil o plantio e o seu processamento da castanha de caju se concentra principalmente nos estados do Ceara, Rio Grande do Norte e Piauí.

Atualmente o Brasil é o quarto maior exportador de castanhas de caju no mundo com uma produção anual de cerca de 300.000 mil toneladas ano.

A GRANTHAM ENGINEERING participa ativamente também no desenvolvimento de equipamentos no intuito de facilitar o processamento da castanha de caju.

Estes equipamentos são :

SECADORES CONTÍNUOS

A amêndoa no final de todo o seu processamento possue uma umidade residual de 11,0 a 12,0%, e precisa de uma secagem para garantir uma umidade mínima de 4,2% antes de ser embalada. Valores fora destes parâmetros prejudicam o paladar e induzem a presença de bactérias e ou fungos.

Esta secagem originalmente é feita em bateladas com estufas estacionárias. As castanhas são acomodadas em bandejas e estas por sua vez em carrinhos de transporte.

Quando o volume de produção aumenta, e atinge índices acima de 1000kg/h esta metodologia cria problemas de logística no interior da fabrica, além de um aumento considerável na mão de obra.

A Grantham após inúmeros testes de secagem com as castanhas de caju desenvolveu um secador contínuo com um processo que denominamos de “floating”. Levando em consideração que a castanha não deve ser movimentada quando em temperatura (para evitar a quebra do produto), este processo garante um tempo de residência menor, uma secagem totalmente uniforme e um produto sem quebras.

O equipamento é construído em formato de túnel e acomoda em seu interior um transportador do tipo esteira sobre a qual a castanha é depositada.

O ar quente gerado por meio de recirculadores centrífugos e de trocadores de calor é induzido através de um leito instalado por debaixo da esteira e através do produto.

O produto neste procedimento não é manuseado e a sua travessia é lenta e isenta de ações mecânicas.

O túnel é modular e pode atingir produções de 500kg/h, 750kg/h ou 1000kg/h. O produto é esfriado de forma forçada durante a travessia para evitar quebras. Na saída do túnel o produto já pode ser manuseado. Por ser um equipamento totalmente isolado e reaproveitar o calor da própria câmara demanda pouca energia durante a secagem. O primeiro secador foi entregue em 2007 e desde então varias unidades foram entregues e atualmente encontram-se em operação 24 horas por dia.

 

DESINFECÇÃO DA CASTANHA

Após a secagem da castanha o produto é selecionado manualmente antes de ser embalado. Neste procedimento o produto está sujeito a ser contaminado por vírus, bactérias, fungos e outros. Para garantir a desinfecção da castanha antes de sua embalagem projetamos um túnel com irradiação ultra-violeta. Em produção continua a castanha é conduzida através de um túnel desenvolvido especificamente para gerar estas ondas sobre toda a superfície da castanha. A absorção dos raios UV pelo ácido nucleico das células presentes, provoca um rearranjo de sua informação genética e por sua vez a incapacidade de reprodução das células. Aprovaram deste túnel a capacidade quanto a ausência de 100% de microrganismos.

 

ESFRIADOR DE AMÊNDOA (CASTANHA IN NATURA)

No processo inicial para separação da castanha, é realizado o cozimento da amêndoa no óleo oriundo da própria amêndoa. Após o cozimento e esfriamento natural da amêndoa, esta sofre uma ação mecânica para quebra da casca e a retirada da castanha. Esta ação no entanto nem sempre garante a extração da castanha. A necessidade de outras intervenções, que por consequência resultam na quebra da castanha. O esfriador foi desenvolvido no sentido de forçar o ar frio após o cozimento provocando um choque térmico na amêndoa. Este processo garante que a castanha se solte da casca na primeira ação mecânica e evite a quebra da castanha.

O equipamento foi idealizado em formato de túnel tipo torre, pelo qual a amêndoa é transportada por esteiras metálicas sobrepostas. O processo utilizado para o esfriamento é via “floating” que força o ar através das amêndoas.

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